Quem é você?

QUEM É VOCÊ?

Ex. Documento de Identidade.

Vamos analisar algumas cenas da vida de Jacó para vermos como é fundamental sabermos e confessarmos quem somos. Sem isso não há bênção.

1.       Gn 27.1-10, 18,19

“Quem és tu, meu filho?” perguntou o velho Isaque. “Sou Esaú, o teu primogênito”, respondeu Jacó.

No coração de Jacó havia um grande anseio pela bênção. Este desejo e anseio não é humano, é fruto de Deus dentro do coração de Jacó. Os anseios espirituais do nosso coração não gerados por nós mesmos, é Deus quem os coloca ali e somente Ele pode satisfazê-lo.

Ex. A religiosidade humana.

Jacó desejava a bênção. Jacó significa “trapaceiro”, “suplantador”, “pecador” – descrevia exatamente quem ele era. Este é o homem que Deus escolheu para pertencer a Ele e ser o pai de seu povo. O Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Mas, Deus terá muito trabalho com ele.

Estes primeiros vv. Lidos já nos dão uma idéia das coisas que virão. Jacó estava ali, ignorando os propósitos de Deus, tentando roubar a bênção com o auxílio da mãe Rebeca. Ele era o Jacó usando as roupas de Esaú.Estava se cingindo com peles de cabra no pescoço e nos braços. Por quê? Porque não queria se apresentar como Jacó – queria ser Esaú. Tentava fugir do seu rótulo, do seu nome, de si mesmo.

Ø  Hoje em dia existem pessoas que são como Jacó. Estão se apresentando como cristãos maravilhosos e poderosos, mas se cobrem com vestimentas que não lhes pertencem.

Jacó traz nas mãos a comida esperada pelo pai Isaque. “Quem és tu, meu filho”, pergunta o pai. Em outras palavras: “Eu te conheço, meu filho. Mas quem é você?” Esta pergunta era desnecessária. Isaque tinha apenas dois filhos. Não era difícil identificá-los.  Mas Deus estava utilizando aquela pergunta de Isaque para levar Jacó a defrontar-se com a questão de sua identidade

Ø  “Quem é você?” Será que estamos preparados para dizer quem de fato somos?  Deus diz: “Eu te conheço,meu filho, mas quem você se declara ser?” E então temos que fazer a confissão de nossa identidade. Temos que reconhecer e confessar quem somos, se é que desejamos a bênção.

E Jacó diz: “Eu sou Esaú”. “Não sou Jacó. Não sou trapaceiro nem enganador. Sou um bom cristão. Pertenço a uma Igreja Evangélica. Eu sou Esaú”. Somos um Jacó orando o tempo todo como Esaú. Não queremos que nossa cobertura de peles seja removida. Não queremos permitir que nosso pescoço liso apareça. Não estamos dispostos a retirar a vestimenta de Esaú e nos apresentar como realmente somos.

Ø  Lembre-se disso: Não há bênção sem confissão de pecados, arrependimento genuíno e verdadeira contrição. 

 2.       Gn 27.21,22

Que descoberta!  A voz é de Jacó. Mesmo com toda aquela roupagem, todas aquelas peles, no seu interior, ele ainda era o mesmo, o velho Jacó.

Ø  É tolice e perda de  tempo  disfarçar, pois os outros logo saberão que a “voz é de Jacó”. Ex. familiares e amigos íntimos.

Ele estava trapaceando e foi obrigado a deixar sua pátria. Teve que ir para seu tio, Labão, em Padã-Arã.

 3.       Gn 31.3

Chega a hora que  o Senhor fala a Jacó para regressar à casa de seus pais. Que boa notícia! Mas por que caminho retornaria? “Jacó, a rota que você deverá seguir passa pelo lugar onde mora seu irmão Esaú”. Eis aí a má notícia! A volta não pode ser por outro caminho.

Quando já se aproxima do seu destino, os mensageiros enviados por Jacó lhe trazem uma novidade: “Fomos a teu irmão Esaú; também ele vem  de caminho para se encontrar contigo, e quatrocentos homens com Ele”.

Ø  Como você entende esta situação em sua vida: “A única rota pela qual podemos voltar à pátria é aquela que passa pela propriedade de Esaú”?

 4.       Gn 32.6-11

Quatrocentos homens fortes e armados. Pobre Jacó. Poderia imaginar o pior. Agora não pode mais se esconder. Nada que venha fazer poderá livrá-lo do encontro com o seu irmão. Mas o velho Jacó não morre fácil. Jacó faz sua estratégia e ora pedindo o cuidado de Deus. Ainda era o mesmo Jacó calculista, ainda era o espertalhão.  Naquela noite ele não conseguiu dormir.

Ø  Fazemos planos e pedimos a bênção de Deus ou oramos para que Deus nos dê e ensine seus planos para a nossa vida?

 5.       Gn 32.24-28

“Ficando ele só; e lutava com ele um homem, até ao romper do dia”. Creio que aquele homem era Jesus Cristo. Não era um anjo. A Bíblia diz “um homem”. Um  homem lutava com Jacó. E mais, não é Jacó que luta com este homem.  Isso significa que Jacó resistia à batalha e à luta.  Anos  de esforço exaustivo, e depois aquela noite, Deus lutando e pelejando com Jacó, para abençoá-lo. Mas, quando o homem viu que não conseguia superar Jacó e que este ainda era forte demais para que Deus o abençoasse “tocou-lhe na articulação da coxa; deslocou-se a junta da coxa de Jacó, na luta com o homem”.

Ø  Qualquer que seja a nossa grandeza,  a nossa força, o maravilhoso Homem que foi ferido na cruz por causa do nosso ciúme e orgulho, nos tocará justamente ali e nos deslocará  “a junta da coxa”. Você sabe o que isso significa?

Por fim, Jacó disse: “Não te deixarei ir, se me não abençoares”. Isso significa “Não podes deixar-me, Senhor. Afora estou muito fraco;  não sou mais forte.

Observe agora a pergunta que foi feita a Jacó neste instante: “Perguntou-lhe pois: como te chamas?” (Gn 32.27,29). Depois de tantos anos, Jacó esta diante da mesma pergunta. Mas desta vez está pronto para responder: “Eu sou Jacó, um trapaceiro, um impostor e estou derrotado. Eu escondo isso das pessoas. Mas tu conheces a verdade e eu não agüento mais fingir e fugir”. Imediatamente veio a resposta: “Você não é mais Jacó; mas Israel – um príncipe de Deus”.

Ø  Quando admitimos diante de Deus e das pessoas quem realmente somos experimentamos um toque curador dos céus: “O Senhor faz novas todas as coisas” (2 Co 5.17).

O quadro todo se modifica. Logo que reconheceu a sua fraqueza e pecados,  a luz brilhou sobre ele, mesmo que estivesse manquejando. Jacó passou  ter um novo comportamento. Já não vivia a usar suas estratégias e espertezas. Agora coloca tudo atrás de si e vai ao encontro do seu irmão Esaú. Ainda estava fraco, e os quatrocentos homens de Esaú ainda vinham em sua direção. Esaú ainda era o mesmo homem, mas Jacó, agora Israel,  prosseguiu em frente. Como?

 6.       Gn 33.1-4

Ele vai até o seu irmão de modo completamente diferente. Ele se prostrou. Inclinou-se sete vezes. Isso era uma coisa que ele nunca fizera antes – dobrar a cerviz.  E a cada inclinação, ele se aproximava de Esaú.  Cada inclinação era uma confissão : “Fui eu quem fiz aquilo. Fui eu quem cometi  aquele erro. Eu sou o responsável”. Afinal, o problema de Jacó não era Esaú, era o próprio Jacó.

Ø  A  Bíblia traz um ensinamento claro: “Pelos frutos os conhecereis”. Não somos mais os mesmos quando experimentamos o toque curador de Jesus pelo Espírito Santo.

“Então Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se ao pescoço, e o beijou; e choraram”. Aquele encontro foi maravilhoso, uma verdadeira reconciliação. E o novo Jacó disse que viu o rosto de Deus nas feições do irmão (Gn 33.10).

Ø  Quando cada um de nós se dispuser a confessar “Eu sou Jacó”, admitindo a realidade do nosso rótulo, então nossas famílias e comunidade verão muitos “Israéis” manquejando, mas cheios de luz e de glória.

Amado(a)! Ouça o Senhor perguntar a você: “Quem é você?” . O que você vai responder? O que Jacó experimentou por parte de Deus, está preparado para nós também.  Lembre-se que o Senhor quer fazer novas todas as coisas. Coloque-se agora diante Dele com as palavras de Davi no Sl 139.23,24 e deixe-se tocar e restaurar pelo Deus que pode todas as coisas.

Em Cristo, P. Dietmar

Deixe um Comentário

Ainda sem comentários.

RSS dos Comentários URI de Identificação do Trackback

Deixar um comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.